A Deusa Tríplice

O dia 13 de agosto era uma data importante no antigo calendário greco-romano, dedicada às celebrações das deusas Hécate e Diana, quando Lhes eram pedidas bênçãos de proteção para evitar as tempestades do verão europeu que prejudicassem as colheitas. Na tradição cristã comemora-se no dia 15 de agosto a Ascensão da Virgem Maria, festa sobreposta sobre as antigas festividades pagãs para apagar sua lembrança, mas com a mesma finalidade: pedir e receber proteção.

 

Hécate era uma divindade noturna, da vida e da morte. Era chamada de “A Mais Amável”, “Rainha do Mundo dos Espíritos”, “Deusa da Bruxaria”.
Era a mais antiga forma grega da Deusa Tríplice, que controlava o Paraíso, o Submundo e a Terra.
É uma Deusa tricéfala grega, Deusa da Lua Minguante, guardiã das encruzilhadas, senhora dos mortos e rainha da noite. Ela era homenageada com procissões em que se carregavam tochas e oferendas para as conhecidas "ceias de Hécate".

*Fontes: Herculano Pires e textos extraídos sem autoria da Internet* 

É conhecida como uma Deusa "escura" por seu poder de afastar os espíritos maléficos, encaminhar as almas e usar sua magia para a regeneração. Invocava-se a sua ajuda em seu dia (13 de Agosto) para afastar as tempestades que poderiam prejudicar as colheitas.
Especialmente para os trácios, Hécate era a Deusa da Lua, das horas de escuridão e do submundo. Parteiras eram ligadas a ela. Era conhecida entre as Amazonas como a Deusa da Lua Nova, uma das três faces da Lua e regente do Submundo.

A lenda não é clara quanto à sua origem. Alguns mitos dizem que Hécate era filha dos titãs Tártaros e Noite; outras versões dizem ser de Perseus e Astéria (Noite-Estrelada), ou de Zeus e Hera. Sabemos que seu culto não se originou na Grécia. Lendas de Hécate eram contadas por todo o Mediterrâneo.

 

No início, Hécate não era uma Deusa ruim. Após a queda do matriarcado, os gregos a cultuavam como uma das rainhas do Submundo e governante da encruzilhada de três caminhos.
Um de seus animais sagrados era a rã, um símbolo da concepção. Era chamada de A Deusa das Transformações, pois regia várias passagens da vida, e podia alterar formas e idades. Outro animal sagrado era o cão.

 

Hécate era considerada como o terceiro aspecto da Lua, a Megera ou a Anciã (Portadora da Sabedoria). Os gregos chamavam-na de A Megera dos Mortos. Aliada de Zeus, ela era acompanhada por uma matilha de lobos.
Como aspecto da deusa Amazona, a carruagem de Hécate era puxada por dragões. Outros de seus símbolos eram a chave e o caldeirão. As mulheres que a cultuavam normalmente tingiam as palmas de suas mãos e as solas dos pés com hena. Seus festivais aconteciam durante a noite, à luz de tochas. Anualmente, na ilha de Aegina no golfo Sarônico, acontecia um misterioso festival em sua honra.
Essa era uma Deusa caçadora que sabia de seu papel no reino dos espíritos; todas as forças secretas da Natureza estavam sob o seu controle. Os gregos e trácios diziam que ela controlava o nascimento, a vida e a morte.

 

Hécate era considerada a patrona das sacerdotisas, Deusa das feiticeiras. Estava associada à cura, profecias, visões, magia, Lua Minguante, encantamentos, vingança, livrar-se do mal, riqueza, vitória, sabedoria, transformação, purificação, escolhas, renovação e regeneração.
Como Senhora da Caçada Selvagem e da feitiçaria, Hécate era a princípio uma divindade das mulheres, tanto para cultuar como para pedir auxílio, e também para temer caso alguém não estivesse com sua vida espiritual em ordem.
                                                                                                                               

Como Prytania, a “Rainha dos mortos”, Hécate é a condutora das almas e sua guardiã durante a passagem entre os mundos, mas Ela também rege os poderes de regeneração, sendo invocada no desencarne e nos nascimentos como Protyraia, para garantir proteção e segurança no parto, vida longa, saúde e boa sorte. Hécate Kourotrophos cuida das crianças durante a vida intra-uterina e no seu nascimento, assim como fazia sua antecessora egípcia, a parteira divina Heqet.

 

Possuidora de uma aura fosforescente que brilha na escuridão do mundo subterrâneo, Hécate Phosphoros é a guardiã do inconsciente e guia das almas na transição, enquanto as duas tochas de Hécate Propolos, apontadas para o céu e a terra, iluminam a busca da transformação espiritual e o renascimento, orientado por Soteira, a Salvadora. Como deusa lunar Hécate rege a face escura da Lua, Ártemis sendo associada com a lua nova e Selene com a lua cheia.

 

No ciclo das estações e das fases da vida feminina Hécate forma uma tríade divina juntamente com: Kore/Perséfone/Proserpina/Hebe - que presidem a primavera, fertilidade e juventude -, Deméter/Ceres/Hera – regentes da maturidade, gestação, parto e colheita - e o Seu aspecto Chtonia, deusa anciã, detentora de sabedoria, padroeira do inverno, da velhice e das profundezas da terra. Hécate Trivia e Trioditis, protetoras dos viajantes e guardiãs das encruzilhadas de três caminhos, recebiam dos Seus adeptos pedidos de proteção e oferendas chamadas “ceias de Hécate”.

Propylaia era reverenciada como guardiã das casas, portas, famílias e bens pelas mulheres, que oravam na frente do altar antes de sair de casa pedindo Sua benção. As imagens antigas colocadas nas encruzilhadas ou na porta das casas representavam Hécate Triformis ou Tricephalus como pilar ou estátua com três cabeças e seis braços que seguravam suas insígnias: tocha (ilumina o caminho), chave (abre os mistérios), corda (conduz as almas e reproduz o cordão umbilical do nascimento), foice (corta ilusões e medos).

 

Devido à Sua natureza multiforme e misteriosa e à ligação com os poderes femininos “escuros”, as interpretações patriarcais distorceram o simbolismo antigo desta deusa protetora das mulheres e enfatizaram Seus poderes destrutivos ligados à magia negra (com sacrifícios de animais pretos nas noites de lua negra) e aos ritos funerários. Na Idade Média, o cristianismo distorceu mais ainda seus atributos, transformando Hécate na “Rainha das bruxas”, responsável por atos de maldade, missas negras, desgraças, tempestades, mortes de animais, perda das colheitas e atos satânicos. Essas invenções tendenciosas levaram à perseguição, tortura e morte pela Inquisição de milhares de “protegidas de Hécate”, as curandeiras, parteiras e videntes, mulheres “suspeitas” de serem Suas seguidoras e animais a Ela associados (cachorros e gatos pretos, corujas).

 

No intuito de abolir qualquer resquício do Seu poder, Hécate foi caricaturizada pela tradição patriarcal como uma bruxa perigosa e hostil, à espreita nas encruzilhadas nas noites escuras, buscando e caçando almas perdidas e viajantes com sua matilha de cães pretos, levando-os para o escuro reino das sombras vampirizantes e castigando os homens com pesadelos e perda da virilidade. As imagens horrendas e chocantes são projeções dos medos inconscientes masculinos perante os poderes “escuros” da Deusa, padroeira da independência feminina, defensora contra as violências e opressões das mulheres e regente dos seus rituais de proteção, transformação e afirmação.

No atual renascimento das antigas tradições da Deusa compete aos círculos sagrados femininos resgatar as verdades milenares, descartando e desmascarando imagens e falsas lendas que apenas encobrem o medo patriarcal perante a força mágica e o poder ancestral feminino. Em função das nossas próprias memórias de repressão e dos medos impregnados no inconsciente coletivo, o contato com a Deusa Escura pode ser atemorizador por acessar a programação negativa que associa escuridão com mal, perigo, morte. Para resgatar as qualidades regeneradoras, fortalecedoras e curadoras de Hécate precisamos reconhecer que as imagens destorcidas não são reais, nem verdadeiras, que nos foram incutidas pela proibição de mergulhar no nosso inconsciente, descobrir e usar nosso verdadeiro poder.

 

A conexão com Hécate representa para nós um valioso meio para acessar a intuição e o conhecimento inato, desvendar e curar nossos processos psíquicos, aceitar a passagem inexorável do tempo e transmutar nossos medos perante o envelhecimento e a morte. Hécate nos ensina que o caminho que leva à visão sagrada e que inspira a renovação passa pela escuridão, o desapego e transmutação. Ela detém a chave que abre a porta dos mistérios e do lado oculto da psique; Sua tocha ilumina tanto as riquezas, quanto os terrores do inconsciente, que precisam ser reconhecidos e transmutados. Ela nos conduz pela escuridão e nos revela o caminho da renovação.

 

Porém, para receber Seus dons visionários, criativos ou proféticos precisamos mergulhar nas profundezas do nosso mundo interior, encarar o reflexo da Deusa Escura dentro de nós, honrando Seu poder e Lhe entregando a guarda do nosso inconsciente. Ao reconhecermos e integrarmos Sua presença em nós, Ela irá nos guiar nos processos psicológicos e espirituais e no eterno ciclo de morte e renovação. Porém, devemos sacrificar ou deixar morrer o velho, encarar e superar medos e limitações; somente assim poderemos flutuar sobre as escuras e revoltas águas dos nossos conflitos e lembranças dolorosas e emergir para o novo.

Dicas para trabalhar com a energia de Hécate

 

  • Ervas: salgueiro, teixo, mandrágora, cíclame, menta, cipreste, tamareira, gergelim, dente-de-leão, alho, carvalho, cebola.

  • Elementos: água e terra

  • Cores: preto, azul, vermelho, branco, dourado, cinza.

  • Pedras: ônix, turmalina negra.

  • Dia da semana: sábado ou segunda-feira

  • Mês do ano: Agosto

  • Dias de honra a Hécate: 31/01, 27/02, 04/03, 13/08, 21/09, 31/10, 01/11, 07/11, 16/11.

  • Festas de Hecate: Hécate era adorada tanto pelos gregos como pelos romanos, e tinham suas próprias festas dedicadas a ela. Segundo Ruickbie, os gregos guardavam dois dias consagrados a Hécate, um o 13 de Agosto e outro o 30 de Novembro. Os romanos consideravam o 29 de cada mês consagrado a ela.

  • Lua: minguante e nova (luas negras)

  • Associações: trabalhos psíquicos, mistérios e segredos profundos e escondidos, predição, feitiços e transes

  • Animais: mariposa, cão, loba.

Algumas Orações e Preces

Prece à Hécate

Hécate!

Tu, Mãe da Força,

Deusa da Magia, das Tempestades, da Noite...

Concedendo Justiça à partir do seu grandioso trono!

Assistindo agora com olhos penetrantes,

Como teu palácio lunar desliza pelo céu,

Toda a vida deste planeta Terra!

Selecionando, pesando e medindo o seu valor,

Nos dê a tua sublime Sabedoria!

Nos revele os segredos do tempo!

Nos ajude a separar a verdade das mentiras!

Ouça com muita atenção agora, as nossas súplicas!

Hécate!

Tu, Mãe da Força,

Deusa das Encruzilhadas!

Condutora da Luz!

Donzela, Mãe e Anciã da Lua!

Desça sobre nós de teu grandioso trono!

Ande entre nós, e revele agora,

Os mistérios da tua fisionomia brilhante!

Passado, Presente e Futuro se fundem,

Deixe-nos sentir o teu poder se fundindo em nós!

Conceda-nos a cura para este planeta Terra!

Libere as canções das tuas pedras de granito!

Ajude-nos; Fortaleça-nos em nossas resoluções,

Para Banir todo o Ódio! Dissolva-o!

Assim Seja, Assim se Faça!!

Oração de agradecimento a Hécate

 

"Senhora de toda a vida,

Aquela que tudo pode!

Venho agradecer-te por toda a vida,

Obrigada pela roda do tempo e o ciclo da vida,

Posso senti-la a cada pulsar e respiração.

Transforme minha vida e meu caminho,

Que eu siga a estrada da verdade e da luz.

Erga tuas tochas pra eu passar,

Guia-me!

Faça de mim o seu instrumento,

Que por onde eu passar possa deixar a tua marca,

Que te açoite,athame e tochas estejam sempre a meu favor,

Bela de minha devoção...

Que minha fé em ti seja crescente!

Que assim seja!"

Oração diária a Hécate

 

“Ó Poderosa Hécate,

Faça com que o círculo nunca seja quebrado,

Faça com que a terra esteja sempre firme,

Faça com que o vento seja sempre constante,

Faça com que o mar esteja sempre agitado,

Faça com que o fogo nunca se apague,
e sua luz mostre o caminho.

Hécate!

Faça-se sempre viva em minha alma.”

Dica de Ritual para o Dia de Hécate

 

  • 1 pedra para ser descartada e 1 pedra para ficar no seu altar (Norte)

  • 1 música de que goste muito e som para tocar

  • 1 Vela da sua cor favorita (além das demais do altar)

  • 1 cálice com água

 

Trace o círculo mágico e invoque os quadrantes como de costume.

 

Invocação a Hécate

“Ouço e sinto a presença de Hécate que habita todos os lugares indicados pelos quatro pontos cardeais. Sua energia e esplendor brilham como o sol da meia noite, convocando-me para a celebração de sua data especial. Hécate, Sua presença é chamada para este rito de amor e paz a ser comemorado em nome daquela que é a Senhora da Terra, das Ilusões, dos Caminhos e do Submundo. Hécate, poderosa Senhora, eu te invoco para este meu ritual. Venha celebrar comigo e seja bem vinda.”

 

Volte-se para o norte e segure a pedra entre suas mãos.  Medite sobre um obstáculo que você deseja eliminar de sua vida.  Visualize todos os detalhes associados a ele, as situações que ele está provocando e todo o problema que causa.  Uma vez que tenha transferido para a pedra toda a energia do que deseja eliminar, volte-se para o Norte e leia em voz alta:

 

"Hécate vem para a minha vida pelo Norte, caminhando, serenamente, e trazendo em seu rosto o sorriso belo do anúncio de sua chegada. Ela traz flores brancas e feixes de trigo em suas mãos.  Um coroa de folhas de carvalho adorna sua cabeça, entrelaçada entre fios sedosos de cabelos cor de bronze escuro.  Ao se aproximar de meu círculo mágico, Ela diz, “Você me chamou e por isso eu vim. Vim recolher a pedra que está em seu caminho e a levarei comigo de volta para os recônditos de meu ventre fecundo. Lá, seu obstáculo se dissolverá e se tornará adubo para novas empreitadas. Em troca do obstáculo que levo, deixo com você esta benção, que não será uma barreira, mas sim uma fonte de força”(deixe a pedra a ser descartada fora do seu espaço sagrado).  Às palavras da Deusa, pergunto, “E que força é essa que a Senhora traz para mim?”.  Hécate diz, “Trago a força da proteção da Terra, as grutas úmidas das montanhas e a proteção da semente à espera por germinação. Trago a serenidade e a paz dos meses de Inverno e a resistência da madeira que se recusa a ceder à força das tempestades. Trago a força da rocha, que se permite quebrar e partir-se até tornar-se grão, mas que nunca se esquece de sua essência. Enquanto você estiver aberto à minha proteção, eu estarei aqui para te ajudar a se proteger. É isso que trago a você nesta pedra”."

 

Você retira a pedra de seu altar e a segura em suas mãos, visualizando que foi a Deusa quem a lhe entregou.  Sinta o pulsar da energia poderosa da Deusa e a proteção contida nela.  Retorne a pedra ao altar e volte-se para o Leste.

 

Hécate vem para a minha vida pelo Leste, flutuando, carregada por ventos que, ao ritmo de seu humor, chicoteiam os cabelos escuros e as dobras de seu vestido branco. Ela tem os olhos fechados em uma expressão de prazer, como se saboreasse as carícias travessas dos ventos que a carregam. Seus braços, pescoço e cintura são adornados por feixes dourados de trigo e palha, entrelaçados habilidosamente com folhas de louro em padrões intrincados.  Ao se aproximar de meu círculo mágico, Ela diz, “Você me chamou e por isso eu vim. Vim dançar com você a dança que toca o seu coração, pois apenas dançando com nossos medos que discernirmos sombras de ilusões. Apenas dançando com a solidão que lhe daremos uma companheira. Apenas rindo de nossas próprias tolices descobrimos que erros são oportunidades e que não saber tudo é prova de um infinito de vida a ser vivida”. Às palavras da Deusa, pergunto, “E a Senhora me concede a honra desta dança?” (comece a tocar a música escolhida). Hécate sorri, estende a mão a você e diz, “Pois dancemos (comece a dançar e a ler pausadamente). Dancemos e que nossos passos iluminem a escuridão através das sendas do seu destino. Que os passos de seus ancestrais te guiem nessa jornada, como estrelas brilhando na imensidão infinita do universo, inúmeros caminhos a serem seguidos. Que no meio dessa valsa de estrelas haja negrume suficiente para você esculpir sua própria trilha, seu próprio destino, pois há muito que os ossos dos que se foram não conseguiram alcançar. Pois, dancemos, e que nossa valsa seja celebrada através dos fios da eternidade. E que por essa dança você possa tecer seu próprio destino.

 

Dance até o final da música. Certifique-se que a vela de sua cor favorita está no altar e volte-se para o Sul.

 

Hécate vem para a minha vida pelo Sul, cavalgando um raio de luar como uma enorme cadela selvagem enquanto seus cabelos negros fundem-se à escuridão azulada do ceu noturno. Sua pele é salpicada de infinitos cristais brilhantes, como se Ela própria fosse trevas do firmamento. As estrelas estendem sua luz na esperança de acariciar a Deusa e regozijam-se ao tomar consciência de que, juntas, pavimentam a descida de Hécate com brilho, amor e alegria. O sorriso da Deusa é o próprio crescente lunar que brilha em meu coração e me traz esperança e paz. Ao se aproximar de meu círculo mágico, Ela diz, “Você me chamou e por isso eu vim. Vim pois eu sempre venho onde a esperança brilha, mesmo que ela seja apenas uma luz tênue e frágil e que muitas vezes possa não conseguir vencer a escuridão das trevas ao redor. É da luz da esperança que os sonhos se alimentam e sem sonhos não há o sabor da felicidade da conquista”.  Às palavras da Deusa, pergunto, “A Senhora aceita então a chama que lhe ofereço? (acenda a vela). Hécate sorri, e o brilho da Lua crescente sorri para mim naquela face, “E em troca de sua luz eu trago a minha chama sagrada da inspiração, da concentração e da serenidade. Possa sua mente fiar seus pensamentos soltos e trançá-los em belíssimos arranjos que serão entoados à sua felicidade. Possa seu coração ouvir os sentimentos alheios e permitir-se compreender, vibrando com um calor próprio que trará aconchego para aqueles que precisam. Que nossas luzes brilhem juntas e que ela seja um constante lembrete de que dois corações batem onde antes você pensava haver um.

Observe a chama da vela e sinta que a energia de Hécate é conduzida por seu corpo, purificando e trazendo força para cada canto de seu coração e alma.

 

Quando sentir-se pronto, volte-se para o oeste e diga:

 

Hécate vem para a minha vida pelo Oeste, de onde também sopra a brisa gélida das almas desencarnadas ainda presas ao mundo dos vivos. Seus olhos, cor de escuridão, estão fixos na jornada adiante enquanto os inúmeros véus negros de suas vestes formam um mar ondulante de trevas no céu noturno.  Em sua mão está um punhal de prata cravejado de pedras da lua e em sua cintura há um açoite de couro negro de três feixes. Em sua chegada, a Deusa conduz uma horda de daemons e, seguindo-os, estão espíritos em sofrimento, desejosos por alimentar-se de Sua divina presença em busca de reconciliação, cura e paz. Hécate vem com expressão séria, porém serena, consciente da necessidade dos espíritos ao seu redor e de suas tarefas no Submundo. Ao se aproximar de meu círculo mágico, Ela diz, “Você me chamou e por isso eu vim. Vim para trazer reconciliação com as sombras de seu passado, pois é abraçando-se as dores e desafetos de tempos de outrora que podemos alcançar a cura de feridas já esquecidas. Trouxe minha horda de espíritos, pois conduzo aqueles que vêm a mim de livre vontade, mas tenho um compromisso de guiar espíritos perdidos em sofrimento rumo à cura e ao retorno ao ventre da Mãe Celestial. Vim para mostrar que por mais longa e árdua que seja uma jornada, por mais escuro que seja um caminho, por mais dolorosa que seja uma lembrança, todo o sofrimento tem um fim”. Às palavras da Senhora, pergunto: “A Senhora aceita esta água como oferenda para saciar a sede espiritual daqueles que precisam dela?” (derrame metade da água do cálice em libação). A Deusa diz “Pois que as águas que dançam e espiralam pelas terras deste mundo levem consigo o calor das canções vivas que os espíritos desencarnados desejam ouvir. Que essas águas limpem, purifiquem e levem consigo os grilhões que os prendem a um passado que jamais voltará. E em troca de sua oferenda, que os espíritos libertos pelas águas do mundo levem consigo uma mensagem que você deseja ser transmitida ao Submundo.”

 

Derrame a outra metade da água do cálice em libação enquanto você diz a mensagem que deseja ser levada ao submundo. Essa mensagem pode ser algo a ser para um ancestral, uma mensagem geral para as almas que precisam de consolo ou algo mais pessoal para um ente querido que se foi de seu convívio.

 

Prossiga o ritual lendo:

 

Hécate vem para a minha vida pelo Norte, Leste, Sul e Oeste. Sua risada singela, sua sobriedade solene e seu esplendor reverberam pela minha vida trazendo alegria, amor, felicidade, autoconhecimento e reflexão. Que Hécate seja homenageada neste dia, como o foi em tempos de outrora, e que a chama da Deusa brilhe forte em meu altar e em meu coração. Que homens e mulheres cujas almas juraram servi-la, possam ver a alegria da chama de minha luz e lembrar-se de que, apesar de adormecida por muitos séculos, Hécate vive e ainda tem muito que ensinar. Pois não há nenhuma lição, nenhuma experiência e nenhum sonho que não tenha sido testemunhado pela luz do luar. Obrigado, Hécate.

 

Ao sair de seu espaço sagrado, atire a pedra que representa o obstáculo retirado por Hécate o mais longe que você puder.

 

Montei um ritual simples e com poucos materiais para bruxos celebrando o dia de Hécate (13 de Agosto) solitariamente.  Se você não estiver sozinho, este rito pode ser encenado elegendo-se uma bruxa para representar Hécate.

 

 

Boa celebração! 

*Fonte: Dylan Siegel*

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